sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Parlamento de Portugal aprova lei do casamento homossexual.

LISBOA - O Parlamento de Portugal aprovou nesta sexta-feira um projeto de lei do governo socialista para permitir o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, mas descartou a possibilidade de adoção por estes casais.


Após a votação, que contou com o apoio de toda a esquerda parlamentar, o primeiro-ministro português, José Sócrates, qualificou este dia como "um momento histórico" para Portugal no "combate contra a discriminação e a injustiça que existia na sociedade portuguesa". Os partidos conservadores se opuseram à mudança e defenderam que o projeto seja submetido a um referendo nacional.


A proposta de lei segue vai para o presidente conservador Aníbal Cavaco Silva, que poderá ratificar ou vetá-lo, mas o veto pode ser derrubado pelo Parlamento. A sua aprovação seria fazer de Portugal o sexto país europeu a permitir uniões do mesmo sexo.

O primeiro-ministro português, José Sócrates, disse que a medida faz parte de seu esforço para modernizar Portugal. Dois anos atrás, o governo suspendeu proibição do aborto.

Defesa do casamento

Antes da votação, Sócrates falou ao Parlamento para defender a legalização do matrimônio homossexual "em nome da liberdade, justiça, igualdade e humanismo".
"O próprio do humanista é sentir-se humilhado pela humilhação do outro, é sentir-se excluído pela exclusão do outro, é sentir sua liberdade obstaculizada pela privação da liberdade do utro. Esta lei está destinada a reparar décadas de injustiças sofridas pelos homossexuais", afirmou Sócrates.
Ao contrário da Espanha, onde a legalização do casamento gay em 2005 foi motivo de forte contestação, levando às ruas milhares de pessoas, o texto despertou, em Portugal, apenas uma oposição discreta das associações ligadas aos meios católicos, com a direita evitando cuidadosamente qualquer tipo de julgamento moral sobre a questão.
Segundo pesquisa feita em novembro pelo instituto Eurosondagem, embora uma grande maioria de portugueses (68,4%) se oponha à adoção de crianças por casais do mesmo sexo, estão nitidamente mais divididos sobre a questão do casamento homossexual (49,5% contra 45,5%).


Tá. Aí vocês se perguntam: "mas porque cargas dágua a Jéssica colocou isso aqui se não é no Brasil?" A Jéssica responde:

Porque se em Protugal, que é um país do tamanho de uma uva teve esse progresso, no Brasil que é do tamanho de um limão não vai demorar muito.

Beeijoo

Um comentário:

  1. Qualquer manifestação de bom senso deve mesmo ser reconhecida. Proibir os homossexuais de exercerem seu direito cívico não tem base jurídica alguma. Até entendo que religiões proíbam. As pessoas acreditam no que quiserem, mas as leis deveriam ser base para a boa convivência social, para promover e garantir a justiça.

    Parabéns portugueses! Parabéns Jéh!

    Bjs!

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