quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Sair de Nárnia



São Paulo, 25 de março de 2005.
Lembro como se fosse ontem:

- Oi Dani, aqui é a mãe da Jéssica, você tem algo para me contar?(Dª Léa minhavéia )
                     -Oi Léia, tenho sim, nós somos namoradas.(Daniela excú )
                     - Então tá bom, cuide dela, jamais a iluda, beijo tchau.

E foi assim que eu saí de Nárnia, digno não? Se minha mãe tivesse me perguntado, eu iria falar a verdade, claro, tudo bem, eu tinha 14 anos e a dita cuja 25...sem problemas! Não que ela tinha medo de ouvir de mim, não sei o que deu na cuca dela pra perguntar JUSTO pra menina, mas anyway, o mais importante é que minha mãe aprendeu a me respeitar do jeito que eu sou e que mesmo eu sendo lésbica, isso jamais iria interferir no meu caráter, muito menos no meu comportamento. Quem verdadeiramente ama, não importa o tipo de amor, seja fraternal, carnal, profissional, de amigos, tem que aceitar as pessoas como elas realmente são, porque tudo nós não temos, o ideal é perceber uma qualidade em alguém e investir nela.

Não importa se eu me separei da menina depois de uma semana da revelassaum, o que importa é que ela não teve medo de enfrentar a minha mãe, ela não teve medo de me assumir perante o fato de que eu era praticamente uma criança, e é isso que eu admiro em alguém, a coragem de lutar pelos seus objetivos, pelas suas vontades e blábláblá wiskas sache. Eu acredito que sonhos são muito diferentes de objetivos, sonhos são coisas que talvez possamos realizar, muitas vezes são coisas irreais, objetivos não, eles são metas a serem atingidas, e a minha meta no momento era convencer meu pai, mas antes disso ele soube..hihi.

Anyway, se você quer sair de Nárnia e não sabe como, ligue para 0800 (BRIMKS), não galerê, eu aconselho a primeiro olhar suas atitudes para com sua família e para com você mesmo, em primeiro lugar, porque antes de querer ter razão, tem que ter moral.


É isso, beijo tchau.

Pensamento do dia (que eu senti e mandei para minha amilga ontem {noofas a mãen de náda})

Não faça da sua carência um estado de espírito (Reflitä)



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